![]() |
![]() |
Também disponível: percurso com indicação de desníveis e fotografias georeferenciadas para Google Earth; marcação de percurso em GPS para download
O percurso da Rota das cruzes é bonito e variado. Apresenta algum desnível acumulado, compreensível pela sua situação na encosta da serra… e como que a prová-lo, inicia-se, em “descendo” (para Este), em frente ao posto de turismo da vila do Caramulo. Desce-se por uma ligeira escadaria do parque Jerónimo Lacerda até se atingir a estrada que segue para Tondela. Atravessada a estrada, entra-se em caminhos algo descendentes mas bonitos, com muita vegetação, em direcção a Guardão.
Passa-se pela primeira "Cruz"... e pela segunda... Uma vez tomada a estrada para Guardão, vira-se à direita e surgem dúvidas sobre qual o trajecto a tomar... procure-se bem, os dois traços, amarelo e vermelho, estão lá e o acesso faz-se saltando um pequeno muro ou simplesmente socalco de terreno.
O caminho é agora predominantemente descendente. Uma vez passado um primeiro vale, surge uma calçada romana que leva até à entrada de uma empresa agrícula, nas imediações da Capela de S. Bartolomeu (sem fotografias...).
A paisagem é belíssima, com vista para as encostas dos montes vizinhos. A vegetação do caminho toma formas curiosas e, em novo vale, atravessa-se uma ponte românica. Em baixo, a água entrelaça-se com as pedras roliças e verdes de musgo, convidando a muitas fotografias.
A partir daqui e durante centenas de metros, o caminho é bastante ascendente, por vezes difícil. O piso é de calçada romana muito irregular, obrigando a uma concentração constante no sentido de escolher bem os pontos de apoio para os pés. As dificuldades vão-se esbatendo com o bálsamo da paisagem: o vale, os maciços montanhosos longínquos... o azul do céu! Lá no alto, já se vislumbra o patamar para o descanso merecido: a capela de S.ta Luzia, em Carvalhinho.
A capela é singela, no seu granito limpo de há pouco. No adro, uma cerca delimita o espaço... e o panorama enche a alma, tanto quanto o ar puro enche os pulmões, na recuperação da subida. Um vale imenso estende-se até ao maciço montanhoso da Serra da Estrela, "ali mesmo", em frente.
O Caramulo rodeia-se de várias pequenas aldeias típicas e o Carvalhinho pertence a essa magnífica colecção de recordações. As casas e as suas espessas paredes de granito, os telhados cor de barro e as portas e janelas feitas de espessa madeira decoram cada centímetro quadrado... os muros, as escadarias sem corrimão e um cruzeiro, mais um na Rota das Cruzes, criam memórias de um local que foi muito vivido...
Se o caminho era, ultimamente, ascendente, não é na própria localidade ou nos metros seguintes que deixa de o ser... A forte pendente mantém-se, agora em trilho de terra batida, serra acima, em direcção a Cadraço. A vegetação é baixa, própria dos locais ermos e de invernias rigorosas, com alguns pinheiros à mistura; vê-se o vale com o Caramulo ao centro e, repentinamente, o terreno passa a ser mais plano.
Já nas imediações de Cadraço, mais uma ponte, algo oculta na sua vista lateral, marca a existência de mais uma calçada. O caminho serpenteia pelo meio de penedos, brutos e redondos pela erosão e vão-se encontrando as marcas de "PR" e água, sempre a água da Serra do Caramulo... Olhando para trás, acentua-se a imensa variedade numa só vista: árvores no topo, mato na encosta, penedos e outra vegetação aos nossos pés..
A calçada torna-se agora muito irregular, suba-se ou desça-se, com pedra solta à mistura e oculta por vegetação seca e espessa. As sombras e a verdura de alto porte são bem vindas que a temperatura é alta e o esforço já vai sendo grande! Algures, encontra-se uma rampa de saltos pertencente a um percurso, que se cruza, dos amantes do BTT mais radical (downhill) e o caminho chega a uma estrada que se percorre durante alguns metros, poucos.
A vizinhança de casario denuncia o "regresso à civilização". Passa-se o Hotel do Caramulo, quase omnipresente na paisagem até aqui apreciada, e o célebre Museu de Automóveis Antigos do Caramulo; atravessa-se o parque urbano, não sem que os olhos se prendam num edifício grande e claro... a leitura de uns versos sobre a porta principal, em azulejo azul e branco, não deixa dúvidas quanto à sua utilidade... e que grande é!
Ainda no parque Jerónimo Lacerda, o mesmo do início do percurso, um pequeno lago e a recta final dão lugar à vista do já conhecido posto de turismo... terminou esta volta magnífica de cerca de oito quilómetros de contacto com a natureza e com a cultura local! A saber: PR3 TND Rota das Cruzes.
Também disponível: percurso com indicação de desníveis e fotografias georeferenciadas para Google Earth; marcação de percurso em GPS para download
Mais informação em:
PR3
TND Rota das Cruzes - Páginas do Município de Tondela
PR3
TND Rota das Cruzes - Desdobrável
Outros percursos pedestres no Caramulo:
Pelo autor
Município
de Tondela